Este livro retrata a história da sua autora, Michaela Deprince.
A autora nasceu na Serra Leoa, em África. Durante os seus primeiros três anos de vida, em que o seu nome era Mabinty Bangura, viveu com os seus pais, que sempre lhe deram educação e desenvolveram a sua inteligência. No entanto, o seu tio nunca concordara com esta atitude do seu irmão e cunhada, pois sempre gozou do direito da poligamia.
A Guerra Civil chegou à região, tal como os Debils (rebeldes) que provocavam a morte de imensa gente, como aconteceu com o seu pai. Como não tinham nenhum chefe de família e como mandava a tradição, Mabinty e a sua mãe mudaram-se para casa do seu tio, recebiam maus tratos e eram consideradas escravas. A mãe de Mabinty não resistiu aos maus tratos, adoeceu e acabou por morrer.
Assim que fica órfã, o seu tio abandona-a num orfanato, onde é rebaixada e colocada de parte devido a uma doença que provocava manchas na sua pele. Neste orfanato, cada criança perde a sua identidade e passa a ser chamada por números. A autora era o Número Vinte e Sete. Porém, criou várias amizades, sobretudo com Mabinty Suma, a Número Vinte e Seis, que se tornou sua melhor amiga.
Quando estava prestes a desistir de lutar para se manter firme, Mabinty Bangura encontra uma imagem de uma bailarina, acabando por ser o motivo de ter esperança de um dia sair do orfanato, encontrar uma família e tornar-se bailarina.
Certo dia, os Debils invadem o orfanato e apenas permitem que as crianças permaneçam vivas com a condição de saírem do país e nunca mais voltarem. As raparigas foram levadas para os Estados Unidos da América, onde estavam as suas novas famílias que as iriam criar. Mabinty pensava que não tinha nenhuma família, mas descobre que irá viver com a sua melhor amiga, que se torna sua irmã.
Após se ter instalado, passou-se a chamar Michaela Deprince. Ela indica aos seus novos pais que pretende ser bailarina e estes apoiam-na e ajudam-na a realizar o seu sonho. Inscreve-se em várias escolas de ballet e desenvolve muito rapidamente a sua capacidade de aprendizagem e talento. Contudo também é alvo de criticas e de discriminação, especialmente devido à sua cor de pele e às suas manchas. Com a ajuda da sua mãe, não desiste e supera todos os obstáculos rumo ao seu objectivo.
Actualmente Michaela é das melhores bailarinas de ballet a nível mundial.