Michaela Deprince


Michaela e Mia Deprince
                                                           


Michaela atualmente





  

                         http://www.michaeladeprince.com/

















Bibliografia

     Para a realização deste trabalho pesquisei nos seguintes recursos: 


Música


    Esta música transmite uma mensagem bastante forte: apesar de imensa gente tentar-nos mandar abaixo, devemos manter-nos fortes e continuar a lutar pelo que realmente queremos. 
     Neste livro, presencia-se com regularidade a discriminação e racismo para com a autora. No entanto, ela manteve-se forte, com a ajuda da sua mãe adotiva, conseguiu superar tudo e alcançar o seu objetivo. 

Importância da Leitura

     Na minha opinião, este livro é importante estar na nossa lista de leitura, visto que demonstra uma realidade que muitas pessoas não têm muita noção (como eu) e faz-nos repensar em certos actos que decidimos ter. Por exemplo, quando não conseguimos algo e decidimos desistir, deveríamos lembrar-nos deste livro e perceber que se continuarmos a lutar, com toda a nossa "garra" iremos conseguir alcançar o nosso objetivo. E, no fundo, é o que este livro nos transmite. A moral da história desta obra é que devemos lutar e nunca desistir de nada que é importante para nós. 

Referência ao título

     A Menina Que Se Chamava Nº27 é um ótimo título para o livro em questão, visto que retrata a história de vida da autora e como ela sofreu, especialmente na altura em que se tornou órfã e foi para o orfanato. Esta altura foi, sem dúvida, a pior fase da vida de Michaela. A autora não só tinha acabado de perder os seus pais e sofrido da poligamia do seu tio, como também sofreu discriminação e foi obrigada a crescer sozinha no orfanato. Por isso, esta fase foi bastante marcante.
    Para além disso, este título chama a atenção dos leitores e cativa-os. Logo, acho que foi uma excelente escolha e que é acompanhada de bastante originalidade. 

Resumo

     Este livro retrata a história da sua autora, Michaela Deprince.
     A autora nasceu na Serra Leoa, em África. Durante os seus primeiros três anos de vida, em que o seu nome era Mabinty Bangura, viveu com os seus pais, que sempre lhe deram educação e desenvolveram a sua inteligência. No entanto, o seu tio nunca concordara com esta atitude do seu irmão e cunhada, pois sempre gozou do direito da poligamia.
     A Guerra Civil chegou à região, tal como os Debils (rebeldes) que provocavam a morte de imensa gente, como aconteceu com o seu pai. Como não tinham nenhum chefe de família e como mandava a tradição, Mabinty e a sua mãe mudaram-se para casa do seu tio, recebiam maus tratos e eram consideradas escravas. A mãe de Mabinty não resistiu aos maus tratos, adoeceu e acabou por morrer.
     Assim que fica órfã, o seu tio abandona-a num orfanato, onde é rebaixada e colocada de parte devido a uma doença que provocava manchas na sua pele. Neste orfanato, cada criança perde a sua identidade e passa a ser chamada por números. A autora era o Número Vinte e Sete. Porém, criou várias amizades, sobretudo com Mabinty Suma, a Número Vinte e Seis, que se tornou sua melhor amiga.
     Quando estava prestes a desistir de lutar para se manter firme, Mabinty Bangura encontra uma imagem de uma bailarina, acabando por ser o motivo de ter esperança de um dia sair do orfanato, encontrar uma família e tornar-se bailarina.
     Certo dia, os Debils invadem o orfanato e apenas permitem que as crianças permaneçam vivas com a condição de saírem do país e nunca mais voltarem. As raparigas foram levadas para os Estados Unidos da América, onde estavam as suas novas famílias que as iriam criar. Mabinty pensava que não tinha nenhuma família, mas descobre que irá viver com a sua melhor amiga, que se torna sua irmã.
     Após se ter instalado, passou-se a chamar Michaela Deprince. Ela indica aos seus novos pais que pretende ser bailarina e estes apoiam-na e ajudam-na a realizar o seu sonho. Inscreve-se em várias escolas de ballet e desenvolve muito rapidamente a sua capacidade de aprendizagem e talento. Contudo também é alvo de criticas e de discriminação, especialmente devido à sua cor de pele e às suas manchas. Com a ajuda da sua mãe, não desiste e supera todos os obstáculos rumo ao seu objectivo.
     Actualmente Michaela é das melhores bailarinas de ballet a nível mundial.

Referência a passagens que me agradaram

"Finalmente a tia chamou:
      -Número Vinte e Sete, Mabinty Bangura.
     Apressei-me a ir buscar a minha comida, e reparei imediatamente que a minha tigela não estava tão cheia como a da maior parte das outras raparigas. Olhei para a tigela de Mabinty Suma. Estava só um bocadinho mais cheia do que a minha, tal como a da Número Vinte e Cinco, Mariama Kargbo. Percebi que não era bom ser a Número Vinte e Sete, porque já quase não havia arroz quando as tias chegavam à última rapariga."


     Nesta passagem está presente uma situação que a autora viveu bastante triste, pois foi para o orfanato para tentar voltar a ter uma família e acaba por perceber que é desfavorecida, tal como era quando vivia com o seu tio. Para além disso, demonstra também a falta de condições que aquele orfanato possuía para adquirir tantas crianças e que necessitava de uma intervenção urgente.
    De certa forma, está retratada numa pequena passagem uma grande parte da sua infância, visto que sempre fora uma criança desfavorecida, após a morte dos seus pais. Retrata também o que Michaela sentira naquele momento, isto é, uma grande angústia.


"Certa vez, perguntei à minha mãe:
     -Como é que vou saber se um rapaz me ama?
     Ela respondeu:
     -Será teu amigo. Far-te-á feliz. Dar-te-á espaço e ser-te-á fiel. Respeitará as tuas escolhas. Deixar-te-á voar e não tentará cortar-te as asas. -E concluiu, com um sorriso: -E nunca lhe passaria pela cabeça fazer-te chorar do princípio ao fim das férias."


     No entanto, nesta passagem está presente uma conversa que Michaela teve com a sua mãe após de ter tido a sua primeira desilusão amorosa.
     Eu gostei bastante desta passagem e marcou-me imenso, dado que a autora sempre fora apaixonada somente pelo ballet e quando se apaixona pela primeira vez por um rapaz é magoada. Na minha opinião, a mãe adoptiva soubera perfeitamente o que lhe dizer.

Relatório sobre o progresso do projeto

Ponto de situação de leitura

     Neste momento vou no vigésimo segundo capítulo de trinta e oito.
     Este livro retrata a história da sua autora Mabinty Bangura ou nº 27 ou Michaela Deprince.
     Até ao momento de leitura em que me situo, Mabinty Bangura perdeu os seus pais e foi viver com o seu tio, cujo não respeitava as mulheres e castigava-as violentamente se não fizessem o que ele mandava. Porém o seu tio odiava-a por causa de umas manchas que ela possuía no corpo todo, então vendeu-a a um orfanato.
     No orfanato Mabinty Bangura passou a ser chamada como nº27. Neste local, ela criou muitas amizades com 26 raparigas, mas criou uma bastante forte com Mabinty Suma, que passou a ser a sua melhor amiga.
     Passado algum tempo, o orfanato sofreu uns ataques dos debils e tiveram de ser obrigados a mudar de país. No entanto, as raparigas tinham uma família adotiva à sua espera na América.
     A família adotiva de Mabinty Suma adotou também Mabinty Bangura e estas tornaram-se irmãs. Ao longo do tempo, outra rapariga do orfanato, Isatu Bangura, cuja família adotiva não a conseguia criar, tornou-se irmã delas. Estas três crianças tiveram uma vida nova. E, como tal, possuíram nomes novos. Mabinty Bangura tornou-se Michaela, Mabinty Suma tornou-se Mia e Isatu Bangura tornou-se Mariel.
     Michaela seguiu o seu sonho de ser bailarina. A sua nova mãe americana inscreveu-a desde pequenina em aulas de ballet e desde então ela treina arduamente, até conseguir concretizar o seu sonho.


Neste portefólio vou fazer, como no anterior, em formato papel, numa pasta.
No meu trabalho, para além dos elementos obrigatórios, vai conter fotografias/imagens associadas a um texto lido e registo da razão dessa associação e textos de opinião criados pelo aluno para persuadir os colegas da importância/interesse do texto lido.
Neste momento, ainda não iniciei o portefólio, visto que quero terminar a leitura para conseguir organizar-me melhor.

Justificação da selecção

     Em primeiro lugar, as cores da capa chamaram à minha atenção. Mas o que realmente despertou a minha curiosidade foi o título.
     A Menina Que Se Chamava Nº27 é um título que pode ter inúmeros significados e eu só descobriria o seu se lesse o livro.
     Decidi folheá-lo e ler o pequeno resumo que contem na contracapa. Tinha de ler o livro! Queria saber todos os detalhes desta obra. Estava completamente rendida.